Educação médica e literatura

Pesquisadores finlandeses apresentam estudo extremamente original em que analisam o entendimento de uma obra literária a partir da visão de estudantes de medicina. A obra escolhida foi O Cisne Negro de Thomas Mann.

Veja este estudo na íntegra em BMJ Medical Humanities.

Educação Médica em Cuba

Artigo do BMJ Students analisa as perspectivas dos oito primeiros cidadãos americanos que concluiram os seis anos de graduação da Escola Latino-americana de Medicina em Havana, Cuba.

Veja este artigo na íntegra em BMJ Students.

As novas facetas e a ameaça da gripe aviária no mundo globalizado

Veja este artigo na íntegra em Scielo/Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial v.43 n.4  Rio de Janeiro ago 2007

Autores:

Celso F. H. Granato, Laboratório de Virologia Clínica da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); livre-docente da disciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Escola Paulista de Medicina (EPM/UNIFESP); chefe do Laboratório de Virologia Clínica da EPM/UNIFESP; doutor em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela EPM/UNIFESP; professor-adjunto da Disciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Departamento de Medicina da EPM/UNIFESP; pós-doutorado no Instituto Central de Microbiologia e Imunologia da Universidade de Hamburgo, Alemanha; médico da Fleury Medicina e Saúde 

Nancy C. J. Bellei, Professora afiliada Departamento de Medicina da UNIFESP; doutora em Doenças Infecciosas do Laboratório de Virologia Clínica

RESUMO

A influenza ou, como é conhecida comumente, a gripe, é uma doença infecciosa aguda causada por um grupo de vírus (com mesmo nome) que acomete várias espécies de animais, desde felinos até aves, passando por humanos. Há cerca de 10 anos têm sido descritos, inicialmente em Hong Kong, surtos de gripe causados por vírus aviários em populações humanas. A seguir, foram descritos surtos na Holanda e no Canadá. Portanto, indaga-se: o mundo corre o risco de um novo surto semelhante ao de 1918, porém com uma população mundial quatro a cinco vezes maior? Qual a velocidade de disseminação desse vírus, visto que as viagens internacionais já não são feitas em navios lentos, mas sim em jatos supersônicos que dão a volta ao mundo em algumas horas? Antes de tudo, o que torna esse vírus tão problemático? Para nós, profissionais de laboratório, é preocupante a questão do diagnóstico etiológico dessas infecções. Como ressaltamos, os quadros de gripe podem ser causados por vários agentes. Portanto, o diagnostico etiológico, básico para intervenções terapêuticas e para que se defina a ocorrência da epidemia, passa a ter relevância ainda maior.
 

Avaliação do conhecimento de estudantes de medicina sobre morte encefálica

Veja este artigo na íntegra em Scielo/Revista Brasileira de Terapia Intensiva v.19 n.2 São Paulo abr/jun 2007

Autores:

Almir Galvão Vieira Bitencourt, Graduando da Faculdade de Medicina da Bahia(UFBA), Membro da Liga Acadêmica de Medicina da Bahia (LAMIB); Flávia Branco Cerqueira Serra Neves, Graduando da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Membro da Liga Acadêmica de Medicina da Bahia (LAMIB); Larissa Durães, Graduando da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Membro da Liga Acadêmica de Medicina da Bahia (LAMIB); Diego Teixeira Nascimento, Graduando da Faculdade de Medicina da Bahia(UFBA), Membro da Liga Acadêmica de Medicina da Bahia (LAMIB); Nedy Maria Branco Cerqueira Neves, Médica Oftalmologista, Professora de Ética Médica e Bioética da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Mestre em Educação (FACED-UFBA); Doutoranda em Medicina (PPGMS-UFBA); Lara de Araújo Torreão, Médica Pediatra, Coordenadora da UTI Pediátrica do Hospital Aliança e do Hospital Ernesto Simões Filho, Mestre em Pediatria (FMUSP); Sydney Agareno,Médico Intensivista, Coordenador do Projeto Morte Encefálica da Associação de Medicina Intensiva Brasileira - AMIB, Membro Consultor da Liga Acadêmica de Medicina Intensiva da Bahia
 

RESUMO

Justificativa e objetivos: por ser um conceito relativamente novo e pouco divulgado na sociedade, o diagnóstico de morte encefálica (ME) ainda não é bem aceito pela população em geral, inclusive entre médicos e estudantes de Medicina. O objetivo deste estudo foi avaliar o conhecimento de uma amostra de estudantes de Medicina sobre o protocolo diagnóstico de ME.

Método: Estudo descritivo de corte transversal, avaliando acadêmicos de duas faculdades de Medicina de Salvador-BA. Foi distribuído um questionário auto-aplicável composto por questões referentes à conhecimento, técnico e ético, contidos na Resolução nº 1.480/97 do Conselho Federal de Medicina, que dispõe sobre os critérios para caracterização de ME.

Resultados: Foram avaliados 115 estudantes. A média de acertos nas 14 questões sobre o conhecimento dos critérios da ME foi de 6,7 ± 1,8; sendo maior entre os estudantes que haviam assistido alguma apresentação sobre ME. A maioria dos estudantes (87,4%) soube identificar os pacientes candidatos ao protocolo de ME. No entanto, apenas 5,2% e 16,1% dos estudantes acertaram, respectivamente, os testes clínicos e complementares que devem ser realizados durante o protocolo. Frente a um paciente não-doador com diagnóstico confirmado de ME, 66,4% referiram que o suporte artificial de vida deve ser suspenso. Apenas 15% dos estudantes entrevistados já avaliaram um paciente com ME, sendo este percentual maior entre os que já haviam realizado estágio em UTI (38,2% versus 5,1%; p < 0,001).

Conclusões: Os resultados deste estudo apontaram para um conhecimento limitado dos estudantes avaliados sobre os critérios para caracterização da ME, principalmente em relação à sua abordagem prática. 
 

A automedicação no Brasil. Um sintoma a ser analisado.

Artigo gentilmente cedido para publicação na íntegra no Café Hipócrates, disponível em www.paularenata.com

Autora:

Paula Renata Camargo de Jesus, Doutoranda em Comunicação e Semiótica (PUC/SP), Pesquisadora na área de Comunicação, Semiótica e Saúde.

      Como pode o Brasil apresentar um quadro precário de saúde pública e, no entanto, estar no ranking dos países que mais consomem medicamentos no mundo?

     A automedicação crescente no país é um fato verídico. Mas seria um sintoma da cultura ou um sintoma na cultura?

     A indústria farmacêutica utiliza-se de todas as ferramentas do marketing para vender medicamento como mercadoria qualquer. Obscenidade? 

     Questões como essas é que vão direcionar o estudo desse trabalho, desenvolvido a partir das aulas de Semiótica Psicanalítica, ministrada pelo Prof. Dr Oscar Cesarotto, na PUC de São Paulo. 

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A interdisciplinaridade necessária à educação médica

Veja este estudo na íntegra em Scielo/Revista Brasileira de Educação Médica v.31 n.2 Rio de Janeiro maio/ago. 2007

Autores: Maria Alice Amorim Garcia; Anna Thereza B. C e Souza Pinto; Ana Paula de Carvalho Odoni; Bárbara Sugui Longhi; Larissa Iluska Machado; Marina Del Sarto Linek; Natália Amaral Costa ( Pontifícia Universidade Católica de Campinas )

RESUMO

Nas Diretrizes Curriculares nacionais, a saúde é considerada uma área interdisciplinar, pois seu objeto “o processo saúde-doença humano ” envolve as relações sociais, a biologia e as expressões emocionais. Este estudo analisa os programas e atividades do currículo implantado na Faculdade de Medicina da PUC-Campinas a partir de 2001, no tocante às ações interdisciplinares e multiprofissionais que envolvem os demais cursos da saúde. Procedeu-se à análise documental e de depoimentos de diferentes atores envolvidos no curso. Na perspectiva dos entrevistados, apesar das dificuldades relativas à fragmentação dos saberes e práticas, ao desconhecimento e preconceito acerca dos campos e núcleos das profissões da saúde e à precarização do vínculo docente, tem havido iniciativas de integração, destacando-se os ciclos morfofisiológicos, de correlação clínica e as práticas de Saúde da Família e Comunidade. Concluiu-se que a interdisciplinaridade está presente na proposta curricular e como intenção da Universidade, mas acontece por iniciativas individuais, nas quais se viabilizam “encontros” entre discentes, docentes, funcionários e usuários, que se tornam significativos e demonstram um processo em construção, ainda distante da transdisciplinaridade.

Avaliação dos prontuários médicos de hospitais de ensino do Brasil

Veja este estudo na íntegra em Scielo/ Revista Brasileira de Educação Médica v.31 n.2  Rio de Janeiro maio/ago. 2007

Autores: Fábia Gama Silva; José Tavares-Neto (Faculdade de Medicina da Bahia, Universidade Federal da Bahia )

RESUMO

O prontuário do paciente ou do cliente, também denominado prontuário médico, é um elemento fundamental ao bom atendimento e um instrumento de educação permanente e de pesquisa, entre outras finalidades de gerenciamento hospitalar. Neste estudo, foram avaliados os modelos de prontuário utilizados em 77 (73,3%) dos 105 hospitais filiados à Associação Brasileira de Hospitais Universitários e de Ensino (Abrahue), sendo estudados pela estimativa de escores para vários de seus itens ou de partes referentes à história clínica e à evolução do paciente. O tipo predominante dos prontuários (92,2%; n = 71) era em suporte de papel e nenhum no formato eletrônico. Comparados aos prontuários dos hospitais filantrópicos (n = 23), os dos públicos (n = 54) alcançaram maiores escores (p < 0,05), mas em ambos a totalidade dos itens estudados teve baixa pontuação. Nos itens componentes da anamnese, por exemplo, enquanto o escore máximo esperado era 22, a média foi 4,3 (± 3,7), com limites de 0 e 15 e mediana de 4. Em conclusão, além da reduzida qualidade da maioria dos prontuários estudados, a quase totalidade ainda não incorporou as modernas tecnologias disponibilizadas pela ciência da informação.

Estaria a pressão diastólica perdendo sua utilidade na clínica?

Veja este estudo na íntegra em Scielo/Arquivos Brasileiros de Cardiologia v.89 n.3 São Paulo set. 2007

Autores: Rafael Leite Luna, Leonardo Castro Luna (Instituto de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas - Hospital das Clínicas de Jacarepaguá - Rio de Janeiro, RJ)
 

Parágrafos iniciais:

A medicina está sempre em evolução e novos estudos e pesquisas nos mostram, com freqüência, fatos que põem em dúvida antigos dogmas: é o caso, no momento, da pressão diastólica.

Tradicionalmente, a hipertensão arterial é dividida em duas categorias clínicas principais: a hipertensão sistólica isolada, mais comum e atributo da idade; e a hipertensão sistólica e diastólica combinadas, menos comum. Ultimamente, uma série de trabalhos pôs em dúvida a utilidade clínica da pressão diastólica, como veremos a seguir.

Todos nós, de uma geração anterior, quando líamos o resultado de um ensaio terapêutico, já sabíamos que ele estava sempre baseado na cifra diastólica; o mesmo acontecia quando avaliávamos o resultado de um tratamento anti-hipertensivo.

Os médicos tinham, no último século, a tendência de estimar a elevação da pressão diastólica como fator mais importante do que a da cifra sistólica, isso baseado na crença de que ela estava mais bem relacionada à lesão dos orgãos-alvo, o que, hoje em dia, não está se confirmando.

Comparação dos casos de melanoma cutâneo diagnosticados por diferentes especialistas

Veja este artigo na íntegra em Scielo/Anais Brasileiros de Dermatologia v.82 n.4 Rio de Janeiro jul/ago 2007

Autores:

Ariana Lebsa Weber, Aluna do sexto ano de graduação em medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Daniel Holthausen Nunes, Mestre e professor do Departamento de Clínica Médica, disciplina de Dermatologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e professor de Dermatologia e Alergia e Clínica da Universidade do Sul do Estado (UNISUL); Jorge José de Souza Filho, Professor titular do Departamento de Clínica Médica, disciplina de Dermatologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Carlos José de Carvalho Pinto, Doutor e professor de Parasitologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
 

RESUMO

FUNDAMENTOS: A importância do diagnóstico e intervenção precoces nos casos de melanoma cutâneo é vital para o prognóstico do paciente.

OBJETIVO: Comparar os casos de melanoma cutâneo diagnosticados primariamente por diferentes especialidades médicas no município de Florianópolis, SC, Brasil.

MÉTODO: Analisados 396 laudos de 332 pacientes com diagnóstico histopatológico de melanoma, de dois centros de serviços de Anatomia Patológica, em Florianópolis, entre 1º de janeiro de 1999 e 31 de dezembro de 2004. O protocolo, com base no questionário do Grupo Brasileiro de Melanoma, incluiu sexo, idade, localização, especialidade requisitante e espessura do tumor (índice de Breslow).

RESULTADOS: Foram observados 186 melanomas in situ e 210 invasivos, predominantemente em mulheres (56%). O pico etário ocorreu entre a quinta e a sexta décadas. O índice de Breslow foi semelhante nos grupos masculino e feminino(p = 0,424), mas apontou diferença entre a dermatologia (1,852mm) e demais especialidades médicas (4,383mm), com p = 0,037. Número maior de ulcerações foi encontrado no grupo diagnosticado pelos cirurgiões gerais (p = 0,05). Os dermatologistas diagnosticaram 217 melanomas cutâneos (54%), e a maioria dos tipos clínicopatológicos, exceto o acral.

CONCLUSÃO: O papel do dermatologista é fundamental para o diagnóstico precoce do melanoma cutâneo, que permite modificar o curso natural da doença.

 


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